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Revisão de Procedimentos Fiscais (PIS/Cofins)

 

Principalmente para empresas optantes pelo lucro real, onde ás contribuições para o PIS e para a Cofins são não-cumulativas. Revisamos os últimos 05 (cinco) anos a fim de verificar se a contabilidade da empresa tomou todos os créditos possíveis relativos ás aquisições de insumos, em conformidade com novos entendimentos da SRF sobre a tomada de créditos. Esse serviço de revisão fiscal tem como base os insumos adquiridos pela empresa necessários à sua produção ou prestação de serviços. Lembrando que, de acordo com o novo entendimento do CARF (Conselho de Contribuintes Federais) todo e qualquer custo ou despesa necessário à produção ou a prestação de serviço são passíveis de aproveitamento de crédito.

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IPI na revenda de importados será julgado pelo STF
 
A discussão que envolve a incidência do IPI na revenda de importados deve ser julgada em breve pelo STF.
 
O recurso extraordinário envolve discussão sobre a violação ao princípio da isonomia (art. 150, II, da CF) visto que para os importadores o IPI incide em dois momentos: (i) desembaraço aduaneiro de produto industrializado e (2) na sua saída do estabelecimento importador para comercialização no mercado interno.
 
O argumento mais importante do recurso é que ao equiparar o importador ao industrial, acaba sendo contrariado o princípio constitucional da isonomia, pois o importador de produtos industrializados já sofre a tributação pelo Imposto de Importação.
 
Além disso, o IPI é um imposto que foi estruturado para incidir sobre a industrialização e não sobre operações de comercialização de produtos importados no mercado interno, pois não há industrialização nesta fase.  A incidência do IPI na revenda de produtos importados, também implica em bitributação.
 
No nosso entendimento, o IPI na revenda de importados deve ser afastada.  E isto porque, se após a importação não ocorreu outro processo de industrialização do produto importado não deve ocorrer a incidência tributária na saída do estabelecimento, sob pena de ocorrência de bitributação e de injustificado tratamento desigual ao produto procedente do exterior.
 
Portanto, com base no atual entendimento do judiciário, tratando-se de empresa com o perfil característico de importadora e revendedora, o fato gerador ocorre no desembaraço aduaneiro, não sendo viável nova cobrança do IPI na saída do produto quando de sua comercialização, ante a vedação ao fenômeno da bitributação.
 
Assim, nos casos em que os produtos importados já chegam ao país com o processo de industrialização concluído, sendo as mercadorias apenas revendidas/repassadas no mercado nacional, sem quaisquer modificações, recomenda-se que as empresas importadoras busquem a tutela jurisdicional para que seja declarada a inexigibilidade da nova cobrança de IPI na comercialização, resultando, portanto, em uma economia significativa para referidas empresas.
 
Além disso, é possível visar à restituição dos valores recolhidos indevidamente nos últimos 05 anos.

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Cálculo das contribuições a terceiros deve ser limitado a 20 salários
 
A base de cálculo das contribuições destinadas terceiros, dentre as quais se destacam as destinadas ao “Sistema S” (SEBRAE, SESC, SENAI etc.), o salário-educação e a contribuição ao INCRA, não pode ser superior a 20 vezes o maior salário-mínimo vigente no país. Esse é o entendimento da jurisprudência majoritária dos Tribunais Regionais Federais (TRFs), que, recentemente, foi ratificado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
 
A título de exemplo, hoje o fisco exige que uma empresa que tenha folha salarial de R$ 100 mil pague cerca de R$ 5.800,00 a título de contribuições de terceiros. Com a limitação prevista no artigo 4° da Lei 6.332/76, o valor das contribuições devidas por essa mesma empresa seria de R$ 1.250,00, diferença que representa uma economia de quase 80%.
 
O fisco sustenta que a referida lei teria sido revogada pelo artigo 3° do Decreto-Lei n. 2.318/86 e, portanto, não haveria limite para o cálculo das contribuições de terceiros. Mas a alegação do fisco não vem sendo acolhida pelos Tribunais.
 
O artigo 4° da Lei 6.950/81 estabeleceu 20 salários-mínimos como limite da base de cálculo das contribuições previdenciárias e de terceiros. O artigo 3° do Decreto-Lei n. 2.318/86, por sua vez, revogou o limite da base de cálculo apenas para as contribuições previdenciárias, e não para efeito da apuração das contribuições de terceiros:
 
“Art. 3º Para efeito do cálculo da contribuição da empresa para a previdência social, o salário de contribuição não está sujeito ao limite de vinte vezes o salário mínimo, imposto pelo art. 4º da Lei nº 6.950, de 4 de novembro de 1981.”

Como sê vê, ao contrário do que defende o fisco, a alteração promovida pelo artigo 3°, do Decreto-Lei n. 2.318/68 em nada alterou o limite da base de cálculo das contribuições de terceiros, vez que o dispositivo legal é claro ao prever que a exclusão do limite se deu apenas em relação às contribuições previdenciárias.
 
Nesse sentido, o STJ decidiu que “a base de cálculo das contribuições parafiscais recolhidas por conta de terceiros fica restrito ao limite máximo de 20 salários-mínimos, nos termos do parágrafo único, do art. 4o. da Lei 6.950/1981, o qual não foi revogado pelo art. 3o. do DL 2.318/1986, que se disciplina as contribuições sociais devidas pelo empregador diretamente à Previdência Social”
 
Considerando-se a resistência do fisco em aplicar o limite de 20 salários-mínimos às contribuições de terceiros, cabe às empresas ajuizarem a respectiva ação judicial, a fim de assegurar o seu direito de recolher tais contribuições até o limite da base de cálculo prevista no parágrafo único do artigo 4º, da Lei nº 6.950/81 e de reaver os pagamentos feitos indevidamente nos últimos cinco anos.

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Revisão das contribuições para o INSS - Não incidência sobre verbas indenizatórias

 

As contribuições previdenciárias não incidem sobre os pagamentos efetuados pelo empregador ao empregado sobre verbas que não possuam natureza salarial. Nessa revisão buscando a recuperação das contribuições que incidiram nos último 05 (cinco) anos sobre: o Auxílio doença (15 dias), salário maternidade, férias gozadas, Terço constitucional de férias e demais verbas indenizatórios. E bem como a compensação ou repetição do indébito dos valores já recolhidos indevidamente. Cabe ressaltar que recentes julgados do STF (Supremo Tribunal Federal), deram ao contribuinte ganho de causa para a exclusão destas verbas da base de cálculo do INSS.

Importação: Exclusão do ICMS na Base de Cálculo do PIS e da Cofins Importação - A Constituição Federal permite que as contribuições incidentes na importação tenham por base de cálculo, tão somente, o valor aduaneiro. Assim, o PIS importação e a Cofins-Importação apenas poderá incidir sobre o valor pago pela aquisição da mercadoria, acrescido dos custos relativos a transporte, seguro etc., ou seja, sobre o valor da transação. Cabe ressaltar que recentemente houve decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) em matéria de repercussão geral que deu ganho de causa ao contribuinte para excluir o ICMS da base de cálculo para essas contribuições. E ainda, que esse serviço é mais vantajoso para empresas optantes pelo lucro presumido e empresas optantes Simples Nacional,  em função que esse valor recolhido seria custo, em detrimento ás empresas optantes o lucro real que se aproveitam deste crédito pela sistemática da não-cumulatividade do PIS e da Cofins.

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Contribuição Sindical Patronal

 

Restituição de valores pagãos a maior - A Contribuição Sindical Patronal é uma espécie de tributo, prevista nos artigos 578 e seguintes da Consolidação das Leis Trabalhistas – CLT, e é recolhida compulsoriamente pelos empregadores no mês de janeiro de cada ano. O cálculo da Contribuição Sindical Patronal, na prática, obedece as Tabelas fornecidas pelas Confederações e Sindicatos, correspondendo a uma importância proporcional ao capital social da empresa, mediante aplicação de base de cálculo e alíquotas pré-estabelecidas. No entanto, referidas tabelas fornecidas pelos Sindicatos/Confederações não devem ser aplicadas pelas empresas, por serem totalmente ilegais e abusivas. A tabela correta, prevista na lei e atualizada para a moeda Real pelo Ministério do Trabalho e Emprego, vem sendo ignorada pelos Sindicatos nos últimos 10 anos.

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Recuperação do crédito do IPI decorrente da Incidência sobre os insumos utilizados na atividade de Construção Civil

 

As empresas de construção civil estão buscando na Justiça o reconhecimento do crédito gerado pelo pagamento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na compra de insumos. O ramo da construção civil vem sendo considerado, reiteradamente, pelo Judiciário, como atividade industrial. Por outro lado, segundo ele, as empresas recolhem IPI, ao adquirirem insumos como cimento e tijolos, mas não podem repassar o crédito.

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Exclusão do ICMS e do ISS da Receita Bruta das empresas – Matéria de Repercussão Geral do STF.

 

Oportunidades para as empresas contribuintes de PIS e Cofins, CPRB (contribuição previdenciária) e a tributação do CSLL e do IRPJ onde a base de cálculo é o FATURAMENTO. Estas empresas poderão buscar através de ação judicial, a restituição de valores pagos a maior nos últimos 05 anos e também o direito de diminuir para o futuro a base de cálculo destes tributos com exclusão do ICMS e do ISS. Alguns juízes e desembargadores, têm entendido (decisões liminares) que a inclusão do ICMS e do ISS no faturamento das empresas é flagrantemente Inconstitucional.

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Referida tese tributária é pautada, por analogia, numa recente (15/03/2017) decisão em matéria de repercussão geral do Supremo Tribunal Federal (STF), a qual considerou inconstitucional a inclusão do ICMS na base de cálculo do PIS e da Cofins.

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1) Caso a empresa seja contribuinte de ISS ou ICMS, optante pelo Lucro Real ou Presumido, entendemos que é possível buscar seu direito de excluir o ISS e o ICMS da base de cálculo do PIS e da Cofins (decisões recentes do TRF4 e STF). E ainda, pleitear a restituição dos valores pagos a maior nos últimos 05 (cinco) anos atualizados pela SELIC.

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2) Outra tese que segue a mesma lógica e já possui decisões favoráveis é a exclusão do ISS ou ICMS da base de cálculo do IRPJ e CSLL, exclusividade para empresas do Lucro Presumido, pois as mesmas usam como base de cálculo o faturamento, incluindo também a restituição dos últimos 05 anos atualizados pela SELIC.

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3) Na mesma seara, exclusão do ICMS da base de cálculo da CPRB (Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta) para aquelas empresas sujeitas a esta sistemática de contribuição previdenciária. Inclusive com entendimento favorável da própria PGR – Procuradoria Geral República publicado no STF – RE 1.034.004-SC de 11/04/2017. Pleiteando a restituição dos valores pagos a maior nos últimos 05 (cinco) anos atualizados pela SELIC.​

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Prestadores de serviços - restituição de INSS retido em Nota Fiscal

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As empresas prestadoras de serviços de todo o Brasil sujeitas à retenção de INSS com alíquota de 3,5% ou 11% sobre a emissão de suas notas fiscais, recibos ou faturas e que não tenham compensado esse crédito em folha de pagamento, ou que não possam efetuar esta compensação, poderão requerer a sua restituição em dinheiro corrigido monetariamente, por meio de processo administrativo junto a Receita Federal.

 

Apesar da lei 9711/98, que trata do assunto, informar que o prazo para receber a restituição é de até 10 anos, muitos empresários têm aliviado problemas de caixa em até 360 dias, devido a lei (art. 24 da lei nº 11457/2007) que assegura que os processos administrativos devam ser resolvidos nesse prazo.

 

A restituição é depositada em conta corrente indicada pela solicitante no ato do processo, corrigidos pela taxa Selic acumulada ao longo dos anos. Isto significa que se a empresa solicitar a restituição dos últimos 05 anos, que é o prazo legal para reivindicar o direito, ela receberá o dinheiro corrigido acumuladamente.

 

O procedimento realizado por nossa empresa consiste na realização de uma revisão contábil do período a ser restituído através da análise de todos os documentos exigidos que comprovem a existência do crédito – desde a NF, recibos ou faturas, passando pelas folhas de pagamento e GFIPs até os livros contábeis.  Culminando com a interposição do processo administrativo para a restituição do crédito à empresa.

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Exclusão dos Serviços de Capatazia (THC) do Valor Aduaneiro

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Os Serviços de Capatazia ou THC (Terminal Handing Charge) é definido como a atividade de movimentação de mercadorias nas instalações dentro do porto, compreendendo o recebimento, conferência, transporte interno, abertura de volumes para a conferência aduaneira, manipulação, arrumação e entrega, bem como o carregamento e descarga de embarcações, quando efetuados por aparelhamento portuário.

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Contudo, a Receita Federal do Brasil, mediante edição da Instrução Normativa 327/2003, passou a considerar que as despesas com serviços de Capatazia compõe o valor aduaneiro, que é a base de cálculo para todos os tributos incidentes na importação de produtos, como o Imposto de Importação (II), Imposto sobre a industrialização de Produtos (IPI), Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), PIS Importação e COFINS Importação.

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Entretanto o GATT (Acordo Geral de Tarifas e Comércio da Organização Mundial do Comércio), do qual o Brasil é signatário, define como valor aduaneiro o total dos valores pagos na compra da mercadoria, inclusive seguros e transporte, até a chegada do produto no porto.

 

Deste modo, a Instrução Normativa da Receita Federal do Brasil, ao ampliar o conceito de valor aduaneiro, incluído as despesas com Capatazia, feriu o tratado internacional do qual o Brasil é signatário, bem como, ampliou a base de cálculo dos tributos mediante Instrução Normativa, o que é vedado.

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Diante dessas ilegalidades os Tribunais Superiores vem decidindo pela exclusão dos serviços de Capatazia ou THC do valor aduaneiro, e por consequência da base de cálculo do II, IPI, ICMS, PIS/COFINS Importação.

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Assim, é possível requerer em juízo a exclusão dos serviços de Capatazia ou THC da base de calculo dos referidos tributos, bem como, requerer a devolução dos valores indevidamente pagos nos últimos 5 (cinco) anos.

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Exclusão do ICMS da Base de Cálculo do PIS e da COFINS

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Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu em 15/03/2017 que o governo federal não pode incluir o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na base de cálculo das contribuições para o Programa de Integração Social (PIS) e para a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).

 

A decisão da Suprema Corte terá repercussão geral no Judiciário, ou seja, a partir de agora, as instâncias inferiores da Justiça também terão de seguir essa orientação. Além do fato, que a Receita Federal será obrigada a acatar esta decisão do judiciário de forma administrativa.

 

Caso sua empresa seja optante pelo Lucro Real ou Presumido, entendemos que a partir de março/2017 é possível a exclusão  administrativa do ICMS da base de cálculo do PIS e da Cofins com base no julgamento desde Recurso Extraordinário com repercussão geral prolatado pelo STF. E ainda, dependendo da modulação da decisão a ser definida pelo STF, a empresa poderá preitear a restituição dos valores pagos indevidamente ao PIS e Cofins nos últimos 05 (cinco) anos.

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